segunda-feira, 30 de março de 2009

Apaixonado - mais uma de Ataide Lemos


Apaixonado

Quando se está apaixonado
Fica completamente bobo
Perde-se toda lucidez
Torna-se um desvairado.

O pensamento tem única direção
Os olhos único endereço.
O restante torna-se secundário
A espera vira longa
Juntos, o tempo curto demais.


O sentimento se prende
O coração descompassa
O Ser amado vira príncipe
Ainda que seja um sapo.

A poesia é mais envolvente
A canção penetra a alma
O relógio pára e dispara.
A emoção destempera


Em segundos as estações
De primavera torna-se outono
E o inverno verão.

Ataíde Lemos


Esta mensagem foi enviada por ATAIDE LEMOS Escritor e Poeta

quinta-feira, 26 de março de 2009

O canto do pássaro - Ataíde Lemos




Na copa da árvore
Está o pássaro solitário
Com seu canto triste
Esperando que vento
Leve seu lamento
Até sua amada
Numa esperança inútil
Que ela possa voltar.

A todo tempo
Mantém seu olhar prendido
Para o horizonte
Em cada voou que surge
Bate forte seu coraçãozinho,
Em cada assobio ouvido
Dentro de si palpita
Na espera que possa ser
Ela quem esteja a chegar.

No sol, na chuva
Lá ele está
Com seu canto triste
A tudo resiste
Porque seu íntimo insiste
Viver eterna ilusão
Acreditando que sua canção
Ainda ela mantém
Viva no coração.

Ataíde Lemos

segunda-feira, 23 de março de 2009

O amor simplesmente ama - Ataide Lemos

O Amor simplesmente ama

O Amor é bondoso
O amor é piedoso
O amor não castiga
O amor ama incondicionalmente
O amor é esponsal
O amor não deseja o mal
O amor é sofredor
O amor não exclui
O amor se doa
O amor partilha
O amor se entrega
O amor não escolhe
O amor é feliz
O amor chora
O amor proporciona paz
O amor não tem preconceito
O amor não vê defeitos
O amor não aprisiona
O amor dá liberdade
O amor não tem sexo
Não tem idade, nem cor
Nem expressa juízo de valor.
Enfim, o amor simplesmente ama.

Ataíde Lemos

Amigos - Poetasmortos.com.br

Amigos

Toda vez que olho a vida
uma única verdade desponta, embora multiface
liberdade de poder escolher os sonhos,
ilusões e paixões por viver,
orgulho de se fazer compreender...

Glória de se fazer ama,
luz em poder se encontar,
esperança que faz reviver
inocência de o amor encontrar,
carinho no olhar da criança escondida,
eternidade no amanhecer que virá.

Música nos sons ao entardecer davida,
irmandade no próximo que ama,
realidade no sonho a dois,
efusões nas paixões cotidianas,
sensualidade no olhar amado.

Jovialidade no pensar, no agir,
amizade nas palvras escritas e faladas até,
inspiração divina que nos completam,
medos que se desfazem entre amigos,
etérea glória e realidade dos sonhos.

Rosa que nasce entre espinhos,
imortalidade poe´tica,
comunhão de almas e espíritos.

Nulidades pessoais se perdem em nossos encontros,
influimos uns nos outros em eterna hamonia,
nos completamos e vivenciamos experiências dignas de reis,
ainda que sejamos apenas poetas e cronistas.

Orgulho do apoio diário,
dúvidas que se dissipam sob os conselhos,
influência de vivência e culturas diferentes.

Encontros reais que se dão, mesmo que virtuais,
livres de qualquer preconceito,
inumanos mas que os homens encontram
sincera verdade que achamos nos amigos que somos.


Elisabeth Lorena Alves

Tulio: http://poetasmortos.com.br/index.asp?op1=2&op2=0&idTexto=13574
Gleice: http://poetasmortos.com.br/index.asp?op1=2&op2=0&idTexto=13566
Jaime: http://poetasmortos.com.br/index.asp?op1=2&op2=0&idTexto=13571
Mires: http://poetasmortos.com.br/index.asp?op1=2&op2=0&idTexto=13534
Nina : http://poetasmortos.com.br/index.asp?op1=2&op2=0&idTexto=12608
Odi:
Elis: http://poetasmortos.com.br/index.asp?op1=2&op2=0&idTexto=13555

Fcico devendo os links de Odi e Ric.

Na chuva do Jardim do amigo Laerço dos Santos - reeditado



Na chuva do Jardim


Quando a chuva caia no jardim
Em meu corpo desnudo e molhando
De canteiros de flores exalando
As fragrancias variadas vinham a mim!

Que gostoso o momento que senti,
Cercado de diversos roserais
Voando beija-flor e os pardais
Cantando em plena chuva o ben-ti-vi!

Meu corpo molhado, e de voz "roca"
Sentia o vento gélido em mim soprar;
E o raio ensolarado me alcançando.

O sol me aquecendo, e toda a roupa;
Escutava belos pássaros a cantar
No delírio do jardim, me perfumando!


Autor: Laerço dos Santos
http://oagape.blogspot.com/

quarta-feira, 18 de março de 2009

Mãe, presente de Deus Ataíde Lemos

Mãe presente de Deus




Quando vem o perigo
Corro para teus braços
Procurando o abrigo

Quando estou cansado
Procuro teu ombro
Pra sentir teu abraço.

Quando estou em aflição
Aconchego-me te abraçando
Consolo-me em seu coração.

Quando estou contente
Corro até você para partilhar
A alegria em mim presente

Teu olhar e amor materno
Dá-me imensa segurança
Faz-me sentir eterno.


Mãe é um presente de Deus
Para proteger e dar carinho
Há todos os filhos Seu.

Ataíde Lemos

Esta mensagem foi enviada por ATAIDE LEMOS Escritor e Poeta

terça-feira, 17 de março de 2009

Somos patriotas Ataíde Lemos


Somos patriotas

O Homem ama sua pátria
Tem orgulho de sua nação
Ainda que muitas vezes
Transpareça sua indignação
Pelos desmandos dos seus.
Vibra com cada vitória
De um brasileiro lá fora.
Orgulha-se com a beleza
De cada detalhe da natureza.
Emociona-se com hino cantado
Envolve-se em lágrimas
Quando vê a bandeira
Estendida a tremular
E revolta-se quando outras nações
Dela fazem maus comentários.

O Homem orgulha-se de seu Estado
Para ele é parte de sua pátria
É história de sua história
Orgulha-se quando um dos seus
Destaca-se país e mundo afora
Venera seus ilustres
Que fizeram e fazem histórias.
Seu estado é mais bela estrela
Que tremula na bandeira brasileira.

O Homem ama sua cidade
Dela faz versos, poesias
Teu cheiro está nas entranhas
Sua cidade é sua casa
É seu encanto, sua raiz, é sua alegria.
Ainda que haja desafios
E muitas vezes se indigna
Sua cidade é parte de sua vida
E não permite ou admite
Que dela outros mal falam.

Ataíde Lemos
Esta mensagem foi enviada por ATAIDE LEMOS Escritor e Poeta.