sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Desabafo - de Ataide Lemos



Desabafo

O escritor é um artista
Em duplicidade.
É um sonhador
Que enfrenta a adversidade
Obrigado há nova arte
Para ver sua arte
Ser sol na tempestade.

O poeta é um artista
E um sonhador.
É um lutador perseverante
Onde escrever
Num país que a educação
É apenas um detalhe
E a cultura um pormenor
Fazendo da leitura
Não estimulante
Para uma imensa
Parte da sociedade.

O escritor é como um palhaço
Que esbanja sua arte
Num picadeiro
Arrancando gargalhada
Da platéia inteira
Mas dentro de seu coração
Uma enorme frustração
Que lhe faz a alma chorar
Ao ver sua arte se desvalorizar,
O circo mais pobre
E sem expectador estar.

Ataíde Lemos

terça-feira, 22 de setembro de 2009


A árvore chora

21 de Setembro dia Nacional da Árvore

A árvore chora

Um choro ecoa na natureza
A beleza se torna tristeza
Uma árvore tomba ao chão
Por um homem sem coração.

Tão bela, a árvore centenária
Rangendo de dor vai se deitando
Aos poucos perdendo as forças
E ao solo se debruçando.

O homem sem piedade
Com a moto-serra em mãos
Vai esquartejando árvore morta
Sem dó, nenhuma compaixão.

Por ganância desmedida
Aos poucos o homem destrói a vida
É a ânsia de adquirir mais riquezas
Sem consciência mata a natureza.

Ataíde Lemos

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Mais poesia do Amigo Ataide Lemos



Quando tudo estava perdido

Quando tudo em meu caminho se fechou
Quando a luz que brilhava se apagou
Quando todas as vozes se calaram
Quando os sonhos em pesadelos se tornaram.

Quando as lágrimas secaram de tanto chorar
Quando meus amigos resolveram me deixar
Quando meus olhos entraram na escuridão
Quando me encontrava na mais intensa solidão.

Quando tudo parecia estar perdido enfim
Teus olhos trouxeram a luz em meu caminho
E pela primeira vez não me senti sozinho.

Tua palavra ressoou fundo em meu coração
Abrindo meus olhos fazendo-me enxergar
E assim, restaurou-me alegria e a coragem de recomeçar.

Ataíde Lemos

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Apaixonados - Ataide Lemos


Apaixonados
Ataide Lemos




Na suavidade de seu corpo meus desejos se aquecem
Entre abraços, beijos caricias nossas mãos não obedecem.
A meia luz, sobre lençóis debruçamos entregando ao prazer
Cedemos aos apelos que se fazem acontecer.

É uma cobiça envolvente despertando nossas emoções
Fazendo do amor não somente de corpos, mas de corações.
Aos toques descobrimos detalhes, segredos em cada momento
E assim, escrevemos uma história que perpetua-se no tempo.

Em clima romântico ocorrem as entregas de dois amantes
Que se deliciam despertando um no outro um amor pujante
Que se completam proporcionando a beleza no jeito de amar.

Após amarmos nossos corpos se entrelaçam cansados
E saciados deleitamos em beijos apaixonados
Fazemos amor envolvidos em intensos sentimentos.

Ataíde Lemos

sábado, 8 de agosto de 2009

Feliz dia dos Pais - Poemas de Amigos

dna

P roteção
A mor
I ntensidade.


Elisabeth Lorena Alves






Meu velho

Teu olhar cansado,
Tuas rugas expostas
E pra a mim a resposta
Dos anos passados
Das lutas sofridas
Umas perdidas
Outras vencidas
Das lágrimas choradas
Ou contidas.

Seu andar trêmulo
Na mão uma bengala.
Já um pouco surdo
Seu olhar turvo
No coração a certeza
De que o tempo
Deu-lhe o tempo
De ver os frutos dos frutos.

Sua fala ofegante
Compassada, pensada,
Experimentada
Que os anos lhe deram
Faz-me debruçar
Em seus braços
Sentir seu abraço
E a Deus agradecer
Por ser feito de você
Meu pai, meu velho
Meu grande amigo.

Ataíde Lemos